De Itiruçu a Maracás: zagueiro se espelha em Dedé para brilhar no Bahia

02/01/2013 12:34

 


De Itiruçu a Maracás: zagueiro se espelha em Dedé para brilhar no Bahia

Da Redação, Durval Miranda

31/12/12 - Segunda

Dar mais espaço para os jovens que buscam uma oportunidade no interior do Estado. Este tem sido, nos últimos anos, um dos pedidos da torcida do Bahia. O apelo é reforçado com a lembrança de que foi essa a política quando o time conquistou o título brasileiro em 1988. E é por esse caminho que pode surgir uma nova promessa das divisões de base do Tricolor. Coincidentemente, com a ajuda de Bobô, o grande nome da campanha do bicampeonato brasileiro do time baiano.

Jobson de Brito Gonzaga tem 18 anos e chegou ao Fazendão por acaso. Em 2010, ele fazia parte da seleção de Maracás, cidade do interior da Bahia. A equipe chegou à decisão da Copa Sub-17 de Regiões – organizada pela Superintendência de Desportos do Estado da Bahia (Sudesb), que é dirigida pelo ex-jogador do Tricolor. O time de Jobson chegou à decisão e disputou a final no estádio de Pituaçu em uma preliminar do Bahia. A atuação dele naquele dia foi o suficiente para que portas fossem abertas.

- Nossos observadores estavam acompanhando a decisão e ficaram impressionados. Ele se destacou na final. Nossos observadores viram e conversaram com ele logo depois do jogo. Menos de uma semana depois, ele já estava aprovado e treinando com a gente no Fazendão – lembra o diretor das divisões de base do clube, Newton Mota.

A apresentação do jogador em Pituaçu marcou. Mas se alguém for ao Fazendão procurar por Jobson Gonzaga dificilmente vai encontrá-lo. A chegada dele ao clube proveniente de uma seleção municipal originou o apelido que carrega até hoje: Maracás. Mas ele faz questão de ressaltar que não nasceu lá.

- Eles me chamam de Maracás, porque eu jogava na seleção de lá e achavam que eu tinha nascido em Maracás, mas eu nasci em Itiruçu – esclarece o zagueiro promissor da base tricolor.

O que chamou a atenção dos observadores do Bahia no único jogo assistido de Maracás foram a personalidade, tempo de bola e segurança do zagueiro. De acordo com Newton Mota, a força física e o tempo de bola são as principais características do atleta. Mas não as únicas.

Para manter o nível das atuações e continuar agradando com a camisa azul, vermelha e branca, Maracás tem dois atletas como inspiração. Um deles veste as mesmas cores. O outro está um pouco longe do Fazendão.

- Minhas principais características são a velocidade e a jogada aérea, tanto na defesa quanto no ataque. Esse ano, inclusive, fiz um gol no segundo jogo da final do Campeonato Baiano Sub-18, contra o Vitória. Me espelho muito no Dedé. Ele é um jogador espetacular. Ele é rápido e se destaca no jogo aéreo. No Bahia, o zagueiro em que me espelho é Titi – revela o jogador.

Torcedor do Bahia desde pequeno, Maracás não vê a hora de entrar em campo com o time profissional. Antes disso, no entanto, vai defender o Tricolor na Copa São Paulo de Juniores. A depender do desempenho dele em solo paulista, poderá ser requisitado já no primeiro semestre de 2013 para integrar o elenco do técnico Jorginho.

Com dobradinha queniana, Edwin Kipsang ganha a São Silvestre 2012

Da Redação, Neilton Brito

31/12/12 - Segunda

 

Deixando dois conterrâneos para trás, o queniano Edwin Kipsang venceu a 88ª edição da Corrida Internacional de São Silvestre nesta segunda-feira, 31, com o tempo de 44m04s. Com um ritmo constante, Edwin, que venceu a Corrida Eu Atleta 10k Rio deste ano, não deu chance para Joseph Aperumoi e Mark Korir, que terminaram em segundo e terceiro lugar, respectivamente.

Representado por Giovani dos Santos, o Brasil ficou com a quarta colocação e terminou no pódio no masculino - já que os cinco primeiros são premiados. Antes da trinca entre os homens, Maurine Kipchumba venceu com facilidade a prova feminina (51m41s) e iniciou a dobradinha queniana finalizada por Kipsang no masculino.

Giovani dos Santos terminou a prova satisfeito com a quarta colocação.

Edwin Kipsang vence corrida de São Silvestre (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

- Não deu pra vencer, mas graças a Deus estou feliz. Quero agradecer a todos os brasileiros que torceram por mim - afirmou o brasileiro.

Nos últimos 20 anos, os africanos têm dominado a São Silvestre. Desde 1992, são 15 vitórias no masculino contra apenas seis dos brasileiros. Em 2011, o etíope Tariku Bekele levou a melhor. Informações GE

 

Confira o pódio da São Silvestre 2012:
1º Edwin Kipsang (Quênia) - 44m04s
2º Joseph Aperumoi (Quênia) - 44m14s
3º Mark Korir (Quênia) - 44m20s
4º Giovani dos Santos (Brasil) - 44m50s
5º Hafid Chani (Marrocos) - 45m54s

Confira os vencedores nos últimos 20 anos:
1992 - Simon Chemwoyo (Quênia)
1993 - Simon Chemwoyo (Quênia)
1994 - Ronaldo da Costa (Brasil)
1995 - Paul Tergat (Quênia)
1996 - Paul Tergat (Quênia)
1997 - Émerson Iser Bem (Brasil)
1998 - Paul Tergat (Quênia)
1999 - Paul Tergat (Quênia)
2000 - Paul Tergat (Quênia)
2001 - Tesfaye Jifar (Etiópia)
2002 - Robert Kipkoech Cheruiyot (Quênia)
2003 - Marílson Gomes dos Santos (Brasil)
2004 - Robert Kipkoech Cheruiyot (Quênia)
2005 - Marílson Gomes dos Santos (Brasil)
2006 - Franck Caldeira (Brasil)
2007 - Robert Kipkoech Cheruiyot (Quênia)
2008 - James Kipsang (Quênia)
2009 - James Kipsang (Quênia)
2010 - Marílson Gomes dos Santos (Brasil)
2011 - Tariku Bekele (Etiópia)
2012 - Edwin Kipsang (Quênia)